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Recebemos a advogada Vivian Barbour e o arquiteto Lucas Volpatto para conversar sobre a preservação do patrimônio histórico e cultural nas cidades brasileiras.
Vivian Barbour
De São Paulo, Vivian é advogada e mestre em Arquitetura e Urbanismo, ambos pela USP. É coordenadora do Núcleo de Patrimônio Cultural da Comissão de Direito Urbanístico da OAB/SP. Conselheira do CONPRESP (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo) e autora do livro “O patrimônio existe? Sentidos da Vila Itororó”. É fundadora e diretora técnica da “Chão” e atua como advogada e consultora na intersecção entre direito urbanístico e imobiliário e a preservação do patrimônio cultural.
Lucas Volpatto
De Porto Alegre, Lucas é arquiteto e urbanista pela UniRitter e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela UniRitter e Mackenzie São Paulo. Também é pós-graduado em Gestão e Prática de Obras de Conservação e Restauro pela Universidade Federal de Pernambuco. Atuou pelo IAB do Rio Grande do Sul no Conselho Municipal de Patrimônio Histórico-Cultural de Porto Alegre e pelo CAU/RS na Comissão de Patrimônio Cultural. Foi professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UniRitter. Atualmente é sócio-diretor do Studio1 Arquitetura, com especial atuação no patrimônio cultural edificado.
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Patrimônio Histórico: Infelizmente os órgãos municipais que deveriam proteger o patrimônio estão a mercê do governo. Essa dependência política das comissões (sejam municipais, estaduais ou o IPHAN federal) é um dos maiores desafios para a proteção da nossa história.
Geralmente, o problema acontece por três vias principais:
Indicação de Cargos: Muitas vezes, os conselheiros e diretores são indicados politicamente, o que pode fazer com que interesses de especulação imobiliária ou grandes obras públicas passem por cima de critérios técnicos de tombamento.
Verba Limitada: O governo controla o orçamento. Quando uma decisão técnica desagrada a gestão atual, é comum o órgão sofrer cortes de recursos, o que inviabiliza vistorias e manutenções.
Pressão Econômica: Muitos prédios históricos estão em áreas valorizadas. A falta de imparcialidade permite que o “progresso” seja usado como justificativa para descaracterizar ou demolir o que deveria ser protegido.
Isso acaba gerando um patrimônio “seletivo”, onde se preserva apenas o que não atrapalha os planos imediatos do governo de turno. Lamentável!!!
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