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Recebemos Maria Isabel Couto e Carolina Grillo, ambas com ampla experiência de pesquisa na temática da segurança pública, para conversar sobre os territórios nas cidades brasileiras que são controlados pelo crime.
Maria Isabel Couto
Do Rio de Janeiro, Maria é Diretora de Dados e Transparência do Instituto Fogo Cruzado, o maior banco de dados sobre violência armada da América Latina, e co-criadora do primeiro e único mapa histórico do controle territorial armado de facções e milícias no Rio de Janeiro. É doutora em sociologia pelo IESP/UERJ.
Carolina Grillo
Também do Rio de Janeiro, Carolina é coordenadora do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (GENI), professora do Departamento de Sociologia e Metodologia das Ciências Sociais (GSO), do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito (PPGSD), todos da UFF (Universidade Federal Fluminense). Possui graduação em Ciências Sociais, mestrado em Sociologia com concentração em Antropologia e doutorado em Ciências Humanas, todos pela UFRJ.
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Geralmente o turismo é o subproduto de cidades bem-sucedidas que já geram valor real para seus próprios moradores. Algumas cidades turísticas podem ter um problema de dependência desse setor, mas a quantidade de visitantes não é necessariamente ruim.
Paris está vivendo uma grande transformação na mobilidade ativa e nos espaços públicos. Porém, isso não significa que o famoso conceito da "cidade de 15 minutos" foi implementado em toda a sua essência.
Com uma ocupação urbana dispersa, priorizando carros e empurrando moradores para longe do centro, a capital planejada tem erros que custam caro para todos.
Uma equipe de pesquisadores identificou oito cidades “fora do radar” que estão liderando uma transformação local na mobilidade ativa — e uma lista de estratégias que outras comunidades podem e devem copiar.
Propostas inspiradas na Times Square, tentando usar a publicidade como uma forma de revitalizar áreas centrais, estão se proliferando nas cidades brasileiras. Mas há uma interpretação equivocada do motivo do sucesso da Times Square nova-iorquina.
Ao longo dos últimos 100 anos, o espaço urbano moldou-se para os carros em detrimento das pessoas. A Teoria Geral da Caminhabilidade, de Jeff Speck, ajuda a enxergar por que caminhar é, muitas vezes, um ato de resistência — e como isso pode ser revertido.
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