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Para conversar sobre o “caos planejado” das cidades brasileiras e como planejamento urbano excludente afeta milhões de pessoas, recebemos a urbanista e professora Raquel Rolnik.
Raquel Rolnik
Nascida em São Paulo, Raquel é urbanista e arquiteta. É professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) e prefeita do campus da USP. Foi diretora de planejamento da Secretaria Municipal de Planejamento de São Paulo (1989-1992), secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades (2003-2007) e consultora de cidades brasileiras e latino-americanas.
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A informalidade urbana costuma ser tratada como falha do planejamento, mas e se ela for resultado da forma como a cidade é regulada? Este artigo discute como a aplicação seletiva das normas urbanísticas transforma a ilegalidade em elemento estrutural do modelo urbano brasileiro.
Em Fortaleza, Ceará, estudo mostra como as praças públicas influenciam a saúde mental de pessoas idosas. Entre falhas de acessibilidade, resiliência ao desconforto térmico e experiências de afeto, esses espaços revelam seu potencial como infraestrutura de cuidado urbano.
Quando as ruas ignoram a lógica do comportamento humano, o resultado é um descompasso entre o projeto e a vida real. Mas com um bom desenho viário, o caminho seguro se torna a opção mais óbvia.
Minha respeitosa crítica à Profa Rolnik é a mesma que dirijo a outros urbanistas — de esquerda e de direita — é supor que coeficiente de aproveitamento é automaticamente transformado em renda da terra, só porque o desenhista colocou lá. Também não entendo essa má vontade com os instrumentos de gestão de valorização da terra. Uma coisa é garantir o financiamento, outra coisa é como você vai gastar. A valorização da terra pode acontecer devido a vários processos que ocorrem em diferentes escalas temporais e espaciais. Outra coisa que parece escapar do raciocínio dela é que a “cidade informal” é justamente uma resistência à dissipação da renda da terra.
Minha respeitosa crítica à Profa Rolnik é a mesma que dirijo a outros urbanistas — de esquerda e de direita — é supor que coeficiente de aproveitamento é automaticamente transformado em renda da terra, só porque o desenhista colocou lá. Também não entendo essa má vontade com os instrumentos de gestão de valorização da terra. Uma coisa é garantir o financiamento, outra coisa é como você vai gastar. A valorização da terra pode acontecer devido a vários processos que ocorrem em diferentes escalas temporais e espaciais. Outra coisa que parece escapar do raciocínio dela é que a “cidade informal” é justamente uma resistência à dissipação da renda da terra.