Podcast #130 | Patrimônio Histórico
Confira a nossa conversa com Vivian Barbour e Lucas Volpatto sobre a preservação e a gestão do patrimônio histórico nas cidades.
Leia e assine o manifesto em defesa dos arquitetos(as) e urbanistas populares que atuam nas cidades brasileiras.
18 de setembro de 2025Nós, arquitetos e arquitetas urbanistas populares, atuamos diretamente nas periferias, favelas e comunidades de todo o Brasil. Nosso trabalho nasce da realidade dos territórios, com base na escuta, no diálogo e na construção coletiva com moradores e lideranças locais. Não chegamos de fora para dentro: somos parte dessas comunidades e é desse lugar que construímos uma arquitetura viva, participativa e transformadora.
Nossa prática
Democratizamos o acesso à arquitetura e ao urbanismo para populações historicamente excluídas desse direito;
Desenvolvemos projetos de Habitação de Interesse Social e melhorias habitacionais que transformam, com baixo custo e alto impacto, a qualidade de vida de milhares de famílias;
Atuamos de forma contínua, local e comunitária enraizada nas demandas reais e na luta por justiça territorial;
Somos parte da construção de soluções que garantem o direito à cidade, à moradia digna e à vida com dignidade.
Contra os rótulos
Temos sido deslegitimados, chamados de “neoliberais” ou de ações “pontuais”. Essas acusações sem lastro, revelam desconhecimento e distanciamento da realidade das periferias.
Nosso trabalho não é fragmentado nem mercantilizado: é processo, é luta, é política pública na prática. É resultado da mobilização de base que há décadas vem garantindo avanços concretos para populações invisibilizadas.
Reconhecimento institucional
O anúncio de novas políticas públicas de melhorias habitacionais pelo Ministério das Cidades e pela Caixa Econômica Federal é um avanço. No entanto, reafirmamos que sem a presença das Assessorias Técnicas Populares e Arquiteturas Comunitárias, o programa corre o risco de não alcançar seu objetivo real.
Somos a ponte entre o Estado e os territórios. Somos a garantia de que os recursos chegarão onde precisam chegar. Nosso reconhecimento e fortalecimento são fundamentais para a efetividade de qualquer política habitacional.
Chamado a luta para a inserção de Arquitetos Urbanistas no Território
Convocamos pesquisadores, universidades e gestores públicos a conhecerem e reconhecerem nossa atuação. Não há direito à cidade sem a voz e a prática dos territórios. Não há moradia digna para o povo, sem a arquitetura popular.
Seguiremos construindo, coletivamente, cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis, de baixo para cima, das comunidades para as comunidades, transformando o direito à cidade em uma conquista da sociedade brasileira.
E, por sim, falar de Arquitetura Popular é falar de inclusão. Quem faz para o povo e com o povo é o Arquiteto Urbanista. Não estamos criando uma profissão, estamos chamando a atenção para a situação dramática dos domicílios inadequados do Brasil. Isto é posicionar o Arquiteto Urbanista no Direito à Cidade.
Enquanto o povo não acessar arquitetura e urbanismo plenamente, continuaremos fazendo e trazendo o POPULAR para o debate.
Autores: Kopa Coletiva, Escritório Porta e Janela, Comuta Reformas, Ideias Urbanas, Ilê Arquitetura Popular, Planos Urbanos.
Somos um projeto sem fins lucrativos com o objetivo de trazer o debate qualificado sobre urbanismo e cidades para um público abrangente. Assim, acreditamos que todo conteúdo que produzimos deve ser gratuito e acessível para todos.
Em um momento de crise para publicações que priorizam a qualidade da informação, contamos com a sua ajuda para continuar produzindo conteúdos independentes, livres de vieses políticos ou interesses comerciais.
Gosta do nosso trabalho? Seja um apoiador do Caos Planejado e nos ajude a levar este debate a um número ainda maior de pessoas e a promover cidades mais acessíveis, humanas, diversas e dinâmicas.
Quero apoiarConfira a nossa conversa com Vivian Barbour e Lucas Volpatto sobre a preservação e a gestão do patrimônio histórico nas cidades.
A informalidade urbana costuma ser tratada como falha do planejamento, mas e se ela for resultado da forma como a cidade é regulada? Este artigo discute como a aplicação seletiva das normas urbanísticas transforma a ilegalidade em elemento estrutural do modelo urbano brasileiro.
O transporte coletivo tem perdido passageiros e depende cada vez mais de subsídios. Quais são as formas de reverter essa situação?
O trânsito parece um problema de infraestrutura. E se for, em parte, um problema de incentivos?
Em Fortaleza, Ceará, estudo mostra como as praças públicas influenciam a saúde mental de pessoas idosas. Entre falhas de acessibilidade, resiliência ao desconforto térmico e experiências de afeto, esses espaços revelam seu potencial como infraestrutura de cuidado urbano.
Caminhar revela a cidade que os planos não mostram: ouvir crianças transforma diagnósticos urbanos em experiências reais.
As calçadas são uma parte fundamental do espaço público de uma cidade, mas elas não têm recebido a devida atenção.
Confira a nossa conversa com Eduardo Andrade de Carvalho sobre arquitetura, caminhabilidade e mercado imobiliário no lançamento de seu novo livro.
Quando as ruas ignoram a lógica do comportamento humano, o resultado é um descompasso entre o projeto e a vida real. Mas com um bom desenho viário, o caminho seguro se torna a opção mais óbvia.
COMENTÁRIOS