Locação social no Centro: lições de Recife e Rio de Janeiro
Tomando o caso de Recife como exemplo, o projeto da Praça Onze, no Rio de Janeiro, pode se revelar uma intervenção de grande valor urbano.
Presente na construção dos centros históricos de muitas capitais brasileiras, a verticalização veio perdendo muito espaço ao longo das últimas décadas e passou a ser temida pelo planejamento das nossas cidades.
4 de novembro de 2020Para discutir a verticalização, recebemos Luis Henrique Bueno Villanova, arquiteto e urbanista pela Uniritter, pós-graduado em construções sustentáveis (UNICID/Green Building Council Brasil) e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Uniritter/Mackenzie e doutorando em arquitetura no PROPAR/UFRGS. Luis também é sócio e coordenador da equipe de Criação da Ideia1 Arquitetura e membro do Council on Tall Buildings and Urban Habitat e The Skyscraper Center.
Disponível também em Apple Podcasts, Breaker, Castbox, Google Podcasts, Pocket Cast ou RadioPublic.
Para fazer o download do episódio, clique aqui.
Porto Alegre aparece em pesquisa como a cidade “mais verticalizada”; veja o que significa
“Vancouverismo”: verticalização com vida na rua
Novo polo de arranha-céus, Tatuapé inaugura maior prédio de São Paulo
A acrofobia porto-alegrense: uma resposta a David Coimbra
Cidades brasileiras: a pior verticalização do mundo
Maior prédio de SP, Mirante do Vale vive “renascimento” e vira moradia pela 1ª vez
Somos um projeto sem fins lucrativos com o objetivo de trazer o debate qualificado sobre urbanismo e cidades para um público abrangente. Assim, acreditamos que todo conteúdo que produzimos deve ser gratuito e acessível para todos.
Em um momento de crise para publicações que priorizam a qualidade da informação, contamos com a sua ajuda para continuar produzindo conteúdos independentes, livres de vieses políticos ou interesses comerciais.
Gosta do nosso trabalho? Seja um apoiador do Caos Planejado e nos ajude a levar este debate a um número ainda maior de pessoas e a promover cidades mais acessíveis, humanas, diversas e dinâmicas.
Quero apoiarTomando o caso de Recife como exemplo, o projeto da Praça Onze, no Rio de Janeiro, pode se revelar uma intervenção de grande valor urbano.
A arborização pode melhorar temperaturas, sensação térmica e qualidade de vida nas cidades. Uma análise com mais de 60 cidades mostra que há espaço para muito mais árvores.
O que o debate sobre transporte público e segregação revela sobre como discutimos a precificação viária.
Estádios podem se relacionar de formas muito diferentes com os seus respectivos entornos, e isso normalmente revela as prioridades do urbanismo da cidade.
Na crise climática, tem uma questão mais urgente que as emissões de carbono, a transição energética e as soluções baseadas na natureza: a moradia.
Para que o programa Minha Casa, Minha Vida seja realmente focado em resolver os problemas de habitação no Brasil e reduzir desigualdades, é necessário que ele passe por um redesenho.
Confira a nossa conversa com Maria Isabel Couto e Carolina Grillo sobre territórios controlados pelo crime no Brasil.
Uma revisão das pesquisas e uma nova análise de dados.
A construção de novos edifícios costuma gerar muita resistência das pessoas na cidade. Neste artigo, procuramos entender por que isso acontece.
COMENTÁRIOS
Boa tarde.
Muito interessante o episódio, parabéns pelo diálogo. Gostaria de questionar sobre a visão do pedestre em uma via fortemente verticalizada, uma vez que, já existem estudos que comprovam o desconforto no deslocamento a pé, principalmente, em vias de gabarito pequeno. A sensação de “túnel” provocada pelas altas fachadas dos edifícios, em regiões densas das cidades, causa uma ruptura na escala do pedestre, logo, desestimulando as caminhadas.
Obrigada.
Boa tarde!
Bacana o podcast, porém tenho algumas considerações.
Não foi respondida a pergunta sobre as ilhas de calor, somente sobre sombreamento. Em alguns munícipios brasileiros existem códigos de obra ditados pelos grandes incorporadores, muitas vezes tornando as habitações insalubres. Quando isso soma-se à edificações altamente sombreadas, pode ser um grande problema.
No caso do impacto no trânsito, foi dito que nesses edifícios não há sequer a necessidade de construção de estacionamentos, porém, considerando um edifício de caráter comercial, geralmente os empreendedores lançam mão dos estacionamentos para atrair mais clientes, o que pode gerar grande impacto no entorno. Como lidar com isso?
Parabéns a todos pelos trabalhos.
Olá Filipe, Obrigado pelo comentário.
Sobre as ilhas de calor, de fato, elas acontecem nestes centros urbanos densos. Estudos demonstram que pode aumentar de 1 a 3 graus em comparação as zonas rurais. Este problema poderia ser muito bem mitigado pelas fachadas das próprias edificações. Vegetação na fachada, seria uma das soluções. Mas é, sim, uma consequência em se morar em áreas adensadas. Estudos, também, demonstram que para o meio-ambiente como um todo esses pontos concentrados de pessoas são mais benéficos que uma cidade espraiada pois no adensamento há a possibilidade de preservar mais o ambiente natural em volta do que se fosse espalhada essa concentração.
No caso do impacto de trânsito é que não necessariamente as edificações em altura precisam ter inúmeras vagas de garagem como acontece aqui, no Brasil. Muito isso acontece por causa do nosso transporte público precário, é claro. Mas muito da precariedade do nosso transporte é devido as longas jornadas ocasionada pela baixa densidade das regiões centrais de nossas cidades. Edificações densas e concentradas facilitariam tanto no deslocamento a pé ou bicicleta, como nos gastos com transporte público. Sendo assim, provavelmente se morássemos mais concentrados não haveria tanta demanda para vagas de garagens nos empreendimentos, o que geraria menos transtornos no entorno.
Um abraço.