Precisamos curar nossa dependência do carro
A urbanização brasileira foi marcada por um protagonismo do automóvel, negligenciando pedestres, ciclistas e o transporte coletivo. Isso precisa mudar.
Ouça nossa conversa com Iana Bernardino, professora de planejamento urbano e regional, e João Domingos Azevedo, mestre em desenvolvimento urbano.
3 de novembro de 2022Qual o contexto da urbanização do que chamado Centro de Recife? Qual a origem regulatória e suas intenções para o mercado imobiliário? Qual a situação da informalidade habitacional e como a cidade vem enfrente esse desafio?
Para responder a essas e outras perguntas, recebemos os recifenses Iana Bernardino, professora de planejamento urbano e regional, e João Domingos Azevedo, mestre em desenvolvimento urbano.
Nascida no Recife, registrada como “Natural de Olinda” e criada em Caruaru, Iana é Arquiteta e Urbanista, Professora de Planejamento Urbano e Regional do Departamento de Arquitetura e Urbanismo desde 2013 e, mais recentemente, do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano, da Universidade Federal de Pernambuco, onde fez seu doutorado. Suas pesquisa foca na produção do espaço e sobre os mecanismos de funcionamento do mercado imobiliário, tendo investigado principalmente essa dinâmica na área central do Recife e as condições de habitabilidade em imóveis históricos.
Também de Recife, João é arquiteto e urbanista e mestre em desenvolvimento urbano, ambos pela Universidade Federal de Pernambuco. É co-fundador do escritório Metro Arquitetura e entre 2015 e 2020 foi presidente do ICPS, o Instituto da Cidade Pelópidas Silveira, órgão técnico de planejamento urbano do Recife, onde coordenou o processo de revisão do plano diretor municipal, dentre outras iniciativas. Recentemente, passou também a empreender através da MUV Empreendimentos, uma desenvolvedora de empreendimentos imobiliários.

Disponível também em:
Quer participar ao vivo das gravações do podcast? Seja nosso apoiador premium.
A obsessão recifense por estacionamento
Quando o ambiente é hostil, Lúcia Leitão
Para morar no centro histórico: condições de habitabilidade no sítio histórico da Boa Vista
Somos um projeto sem fins lucrativos com o objetivo de trazer o debate qualificado sobre urbanismo e cidades para um público abrangente. Assim, acreditamos que todo conteúdo que produzimos deve ser gratuito e acessível para todos.
Em um momento de crise para publicações que priorizam a qualidade da informação, contamos com a sua ajuda para continuar produzindo conteúdos independentes, livres de vieses políticos ou interesses comerciais.
Gosta do nosso trabalho? Seja um apoiador do Caos Planejado e nos ajude a levar este debate a um número ainda maior de pessoas e a promover cidades mais acessíveis, humanas, diversas e dinâmicas.
Quero apoiarA urbanização brasileira foi marcada por um protagonismo do automóvel, negligenciando pedestres, ciclistas e o transporte coletivo. Isso precisa mudar.
Estudo nos EUA conclui que o número de ciclistas é 1,8 vezes maior em ciclovias protegidas do que em ciclovias padrão e 4,3 maior do que em trechos sem ciclovias.
Confira quais foram os episódios mais ouvidos do podcast Caos Planejado em 2025.
Publicamos mais de 150 colunas no Caos Planejado ao longo do ano. Confira quais foram as mais lidas de cada colunista!
Confira quais foram os artigos mais acessados de 2025 no Caos Planejado!
Como as unidades habitacionais novas e caras de hoje se tornam as moradias acessíveis de amanhã.
Entendendo o que esse conceito realmente significa a partir de diferentes perspectivas.
Confira a nossa conversa com o pesquisador e gestor Santiago Uribe sobre o papel do urbanismo social na cidade de Medellín.
A ausência de assistência técnica de projeto e acompanhamento das reformas no desenho inicial do Programa Reforma Casa Brasil ameaça o potencial transformador da nova política do governo federal, lançada em outubro.
COMENTÁRIOS