Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em
nosso site e personalizar o conteúdo. Saiba mais em Política de
privacidade e conduta.
Uma das marcas da forma urbana da cidade do Rio de Janeiro são os embasamentos garagens nas edificações.
Até a década de 1950, a obrigatoriedade de locais de estacionamento de veículos nas edificações não era regulamentada.
Em 1957, foi publicada a lei conhecida como “Lei das Garagens”, que estabelecia a obrigatoriedade e a construção de estacionamento de veículos em dependências de edifícios novos.
A Prefeitura já identificava em Copacabana, nas décadas de 1960/1970, um deficit de vagas de estacionamento no bairro.
Em 1975, o prefeito Marcos Tamoyo criou um grupo de trabalho para realizar uma pesquisa que abrangeu os bairros do Leme e Copacabana sobre a questão do estacionamento.
Em julho deste mesmo ano, o Decreto n° 52 obrigava que cada unidade habitacional ou comercial na cidade tivesse no mínimo um local de estacionamento de 25 m², exceto em Copacabana, onde as exigências do número de vagas foram maiores.
Nesse decreto, constava que os pavimentos-garagens não seriam contados para efeito do número máximo de pavimentos e dos afastamentos frontais, das divisas laterais e de fundos.
Surge, nesse momento, o que ficou conhecido como embasamento garagem, que marca, até hoje, nosso espaço urbano e nossa paisagem.
Esses embasamentos distanciaram as unidades habitáveis do nível da rua, talvez um dos grandes equívocos em nossa história urbana.
Como falar numa cidade onde queremos que as pessoas possam circular, e que haja interação entre espaços públicos e privados tendo esses embasamentos como uma barreira a esta vitalidade.
Publicado originalmente em DC Arquitetura em junho de 2022.
Sua ajuda é importante para nossas cidades. Seja um apoiador do Caos Planejado.
Somos um projeto sem fins lucrativos com o objetivo de trazer o debate qualificado sobre
urbanismo e cidades para um público abrangente. Assim, acreditamos que todo conteúdo que
produzimos deve ser gratuito e acessível para todos.
Em um momento de crise para publicações que priorizam a qualidade da informação, contamos com
a sua ajuda para continuar produzindo conteúdos independentes, livres de vieses políticos ou
interesses comerciais.
Gosta do nosso trabalho? Seja um apoiador do Caos Planejado e nos ajude a levar este debate a
um número ainda maior de pessoas e a promover cidades mais acessíveis, humanas, diversas e
dinâmicas.
A informalidade urbana costuma ser tratada como falha do planejamento, mas e se ela for resultado da forma como a cidade é regulada? Este artigo discute como a aplicação seletiva das normas urbanísticas transforma a ilegalidade em elemento estrutural do modelo urbano brasileiro.
Em Fortaleza, Ceará, estudo mostra como as praças públicas influenciam a saúde mental de pessoas idosas. Entre falhas de acessibilidade, resiliência ao desconforto térmico e experiências de afeto, esses espaços revelam seu potencial como infraestrutura de cuidado urbano.
Quando as ruas ignoram a lógica do comportamento humano, o resultado é um descompasso entre o projeto e a vida real. Mas com um bom desenho viário, o caminho seguro se torna a opção mais óbvia.
COMENTÁRIOS