Conheça 5 apps brasileiros de transporte por ônibus

Conheça 5 apps brasileiros de transporte por ônibus

Dos carros para os ônibus. Confira a lista de 5 iniciativas brasileiras para o transporte de ônibus via aplicativo.

14 de janeiro de 2020

2019 foi um ano de muita inovação para o transporte urbano e interurbano brasileiro, com o surgimento de novas iniciativas e a consolidação de empresas já existentes no mercado. Um movimento que iniciou em 2014, com a Uber, e que atualmente conta com uma boa variedade de serviços responsivos à demanda.

Aqui destacamos 5 projetos brasileiros de transporte por ônibus: CityBus 2.0, em Goiânia, Fretadão, Ubus, Buser e 4Bus.

CityBus 2.0

O CityBus 2.0, em Goiânia (GO), oferece um serviço de nicho de transporte coletivo, semelhante aos sistemas de microtransporte, já discutidos várias vezes aqui no Caos Planejado. O que diferencia o CityBus das demais startups internacionais da área é a forma de entrada no mercado: a responsável pelo projeto é a empresa concessionária do sistema de transporte urbano por ônibus de Goiânia, a HP Transportes. Essa maneira de ingresso no mercado provou-se de grande sucesso e pode ser facilmente replicada em outros municípios brasileiros. Somado a isso, a HP agiu de forma inteligente: ao invés de gastar recursos desenvolvendo a interface tecnológica do sistema, se associou a Via, uma empresa de microtransporte de grande sucesso internacional. 

Dados de novembro de 2019 fornecidos pela empresa ao Caos Planejado mostram o sucesso da sua operação: com início em 11 de fevereiro de 2019, o CityBus 2.0 possui mais de 60 mil clientes cadastrados na plataforma do serviço. Os dias de maior demanda são quintas e sextas-feiras, tendo como horários de pico as faixas horárias de 6h, 12h e 17h. O tíquete médio do serviço está em R$6,22, sendo o principal motivo das viagens o transporte escolar, seguido pelo deslocamento até o trabalho. O tempo médio de atendimento (da solicitação da viagem até o efetivo embarque) é de 10 minutos. Atualmente a operação conta com 40 Mercedes-Benz Sprinter.

Em 2019, de fevereiro até outubro, o CityBus 2.0 registrou um crescimento de demanda de quase 600%. (Imagem: Diário do Transporte)

Fretadão

Outra empresa que merece destaque é a Fretadão. Focando em otimizar a relação com os clientes dos serviços de fretados, o Fretadão iniciou a operação em 2015, mas, de acordo com seu CEO Antonio Carlos, somente no final de 2016 encontraram o modelo de negócio que perdura até hoje. Atualmente é uma plataforma que liga empresas e pessoas físicas precisando do serviço de transportadoras, com o acréscimo de inteligência logística e gestão tecnológica da operação.

Antonio Carlos também salienta que, para as empresas, eles entregam cerca de 40% de redução de custos comparativamente ao modelo tradicional de fretamento com muito mais inteligência e tecnologia, pois possuem um software que faz a roteirização. Após o trabalho logístico, a Fretadão vende a ociosidade dos veículos para pessoas físicas e outras empresas da região, dando oportunidade para quem antes não tinha de contratar um serviço de qualidade. Atualmente, já foram efetuados 26 mil downloads do aplicativo. A empresa oferece 4 mil viagens por dia, 22 mil viagens por semana, 100 mil viagens por mês, quase 2 milhões de viagens realizadas, com picos acontecendo no início de mês, sendo o produto mais vendido as viagens mensais de Campinas para São Paulo no valor de, em média, R$ 630 por mês. Os horários de pico são das 8h às 17h e movimentam 2 mil viagens por dia. A empresa oferece 260 veículos, sendo que 70% da frota são ônibus.

UBus

Uma terceira iniciativa é a UBus, um projeto que combina aspectos da Fretadão e do CityBus 2.0, com ônibus executivos de alto padrão solicitados por aplicativo, operando entre São Bernardo do Campo e a zona Sul de São Paulo. No entanto, a Ubus está atualmente impedida de circular na cidade de São Paulo.

Buser

Outra iniciativa de fretamento é a Buser, já falada aqui no Caos Planejado. Segundo dados da empresa, atualmente ela tem quase 2 milhões de usuários cadastrados e faz o transporte de até 3 mil pessoas por dia. Fundada em 2017, em Minas Gerais, a Buser conecta passageiros a operadoras de ônibus. Desde o início de suas operações, a plataforma já atendeu 250 mil passageiros e opera em 56 cidades de oito estados. Tem parceria com 40 empresas de ônibus executivos e conta com uma frota de 100 veículos. No final de 2019, a empresa recebeu um aporte de R$300 milhões liderado pelo SoftBank para expandir suas operações ao longo deste ano.

4Bus

A 4Bus, de Santa Catarina, começou recentemente a operar, com um modelo de negócio semelhante a Buser. Os trechos são definidos conforme demanda e o próprio usuário do aplicativo pode sugerir um destino: tendo um grupo montado, a viagem acontece.

Os pontos de desembarque são pré-definidos, e cada passageiro tem direito a duas bagagens de até 30 quilos no bagageiro e uma bolsa ou mochila de mão no interior do ônibus.

A integração de uma interface tecnológica terceirizada entre o usuário e o operador traz benefícios para todos. De uma forma muito particular, os empreendedores brasileiros adaptaram o conceito de transporte sob demanda para a nossa realidade, criando três tipos de serviço de transporte público: um de nicho (CityBus 2.0 e Ubus) mais caro, mas muito mais confortável, semelhante ao microtransporte; um que compete diretamente com o serviço interurbano de transporte no Brasil (Buser e 4Bus) e que só tende a ganhar cada vez mais clientes pois é claramente mais barato que o sistema tradicional; e um de otimização logística (Fretadão) que reduz significativamente os custos de transporte para grandes empresas.

Esperemos que em 2020 mais iniciativas desse tipo se espalhem pelo Brasil, pois são projetos que buscam preencher um vazio de oferta entre o carro particular e o ônibus comum, trazendo um serviço diferenciado para as metrópoles brasileiras.

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