Testamos a Copenhagen Wheel, a roda para a bike do futuro

Marcos Paulo na Superpedestrian, fabricante da Copenhagen Wheel.

Aproveitando minha passagem por Boston, decidi conhecer o que se faz de melhor na área dos transportes, e uma das criações mais fantásticas do momento é, sem dúvida, a Copenhagen Wheel. O desenvolvimento da “roda de Copenhagen” começou em 2009 no MIT Senseable LAB e, em 2012, foi fundada a startup Superpedestrian, começando aceitar pedidos no final de 2013. A roda entrou em produção em massa só este ano, gerando uma fila de espera de até dois anos!

A sacada genial da Copenhagen Wheel é o seu sistema de regeneração: ela possui um motor que absorve energia quando a bicicleta freia e quando se pedala para trás, e pedalar para trás também ajuda a bicicleta a frear. Ainda, possui uma bateria que leva 4 horas para uma carga total que permite de 40 a 50km de autonomia. A velocidade máxima da bicicleta é limitada não pela capacidade do motor mas pela legislação americana e européia, nos limites respectivos de 20mph e 25km/h.

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Conector magnético para carregamento.

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Versão para single speed.

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Versão para marcha.

Tudo isso é instalado em um sistema integrado (“all in one”) dentro daquela “pizza” vermelha (única cor disponível) com motor, bateria removível, múltiplos sensores, conexão Bluetooth e sistema de bloqueio da roda (ativado através do App), mas ainda sem GPS integrado. A roda de Copenhagen pode funcionar sem estar associada a um smartphone, porém perde um pouco do encanto. Com o aplicativo você pode coordenar a intensidade da assistência (Eco, Standard, Turbo…), e ainda coletar dados diversos sobre a viagem, nível da bateria, velocidade. Você pode ainda associar vários smartphones à mesma roda.

A roda serve bicicletas com ou sem marchas e até quatro tamanhos de roda: 700c, 26, 28 e 29 polegadas, mas não aceita bicicletas que possuem freios a disco. Tem um peso de 13lbs (aproximadamente 6 kg) que fica todo concentrado na roda traseira, o que gera algum desequilíbrio na distribuição do peso na bicicleta. O preço também é outro fator que pode afastar alguns consumidores: US$ 949. No entanto, é um valor competitivo com as demais bicicletas elétricas, além de que a roda de Copenhagen oferece um “produto” mais sofisticado, com coleta de dados pelos sensores e sistema de bloqueio. Ainda, na “Developer Edition”, é possível desenvolver aplicativos próprios com os dados coletados pela roda. Segundo a empresa, que ainda está em fase embrinoária construindo uma rede de distribuição, a garantia do produto é de um ano e ainda não enviam o produto para o Brasil.

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Sede da Superpedestrian, criadora do Copenhagen Wheel.

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Bicicleta montada com o Copenhagen Wheel.

Não sou um especialista em bicicletas elétricas mas pedalo com frequência e acredito que a roda de Copenhagen seja um produto muito interessante. Ele reconhece o seu tipo de pedalada e de terreno, ajudando nas subidas ou quando você quer só mais velocidade. O peso e a fila de espera certamente são pontos negativos, e para o Brasil (principalmente com a cotação atual do dólar) o valor aproximado de R$4 mil pode parecer excessivo mas não é. É um produto inovador e flexível e, se for roubado (infelizmente precisamos nos preocupar com esse tipo de coisa, não só no Brasil), não serve para nada pois pode ser bloqueado pelo aplicativo.

No vídeo abaixo eu testo a bicicleta. Sim, o barulho que vai e volta no vídeo é feito pela Copenhagen Wheel, quando o motor é ativado. Pode ser um pouco incômodo, principalmente se for um grande grupo de pessoas usando o dispositivo ao mesmo tempo.

  1. Isabela Coutinho

    Como assim ainda não enviam para o Brasil? Meu pai fez a pre-order da roda faz uns 3 anos!

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    • Oscar

      Eu também, penso que na mesma época ou poucos anos mais. Nunca mais recebi noticias, e quando perguntei quando enviariam para o Brasil a tal roda mágica, simplesmente responderam que eu poderia receber meu dinheiro de volta. Bem, pelo visto, parece que esta será a unica alternativa: Não ter a roda aqui como prometeram, mas a grana de volta e valendo bem menos, claro.

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  2. Alex Coelho

    “possui um motor que absorve energia quando a bicicleta freia e quando se pedala para trás” , iso quer dizer que carrega a bateria? Obrigado

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  3. Evandio

    Entendo que não poderei adquirir pelos meios comerciais normais, terei que fazer uma compra direto ao produtor?

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  4. Paulo Roberto

    Boa tarde ,pessoal so para advertir , quem quer bicicleta elétrica ,por favor não comprar na GENERAL WINGS que vendem varias , e não entregam eu comprei uma TRES TOROS e ja paguei fas 3 meses e não entregam, CUIDADOpara não entrar numa fria como eu .( e me comentou outro comprador que disseram para ele que não tinham dinheiro para devolver ) Procurem os comentarios , tem varias reclamaçōes no RECLAME AQUI .

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  5. edison claro de moraes

    comprei a copenhagen wheel 4 anos atras – decidiram apos todo este tempo devolver o dinheiro, porem tb nao o fizeram.

    alguem pode ajudar?

    grato

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