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Para conversar sobre economia urbana, urbanismo e suas relações com os desafios das cidades brasileiras hoje, recebemos o economista Marcos Lisboa.
Marcos Lisboa
Marcos Lisboa nasceu no Rio de Janeiro e é doutor em economia pela Universidade da Pensilvânia. Foi professor assistente da Universidade de Stanford e da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda entre 2003 e 2005 e presidente do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil). Também foi diretor executivo e posteriormente vice-presidente do Itaú Unibanco. Entre 2015 e 2023, foi presidente do Insper. Atualmente, é sócio-diretor da Gibraltar Consulting.
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Paris está vivendo uma grande transformação na mobilidade ativa e nos espaços públicos. Porém, isso não significa que o famoso conceito da "cidade de 15 minutos" foi implementado em toda a sua essência.
Com uma ocupação urbana dispersa, priorizando carros e empurrando moradores para longe do centro, a capital planejada tem erros que custam caro para todos.
Uma equipe de pesquisadores identificou oito cidades “fora do radar” que estão liderando uma transformação local na mobilidade ativa — e uma lista de estratégias que outras comunidades podem e devem copiar.
Propostas inspiradas na Times Square, tentando usar a publicidade como uma forma de revitalizar áreas centrais, estão se proliferando nas cidades brasileiras. Mas há uma interpretação equivocada do motivo do sucesso da Times Square nova-iorquina.
Ao longo dos últimos 100 anos, o espaço urbano moldou-se para os carros em detrimento das pessoas. A Teoria Geral da Caminhabilidade, de Jeff Speck, ajuda a enxergar por que caminhar é, muitas vezes, um ato de resistência — e como isso pode ser revertido.
Teresina tem quase 40 parques, mas o problema não é a quantidade. Entre mobilidade precária, manutenção insuficiente e tentativas de privatização, o desafio é transformar áreas verdes em espaços públicos vivos e acessíveis.
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