Precisamos curar nossa dependência do carro
A urbanização brasileira foi marcada por um protagonismo do automóvel, negligenciando pedestres, ciclistas e o transporte coletivo. Isso precisa mudar.
Confira nossa conversa com Raquel Rolnik sobre o planejamento urbano excludente e o caos das cidades brasileiras.
30 de julho de 2025Para conversar sobre o “caos planejado” das cidades brasileiras e como planejamento urbano excludente afeta milhões de pessoas, recebemos a urbanista e professora Raquel Rolnik.
Nascida em São Paulo, Raquel é urbanista e arquiteta. É professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) e prefeita do campus da USP. Foi diretora de planejamento da Secretaria Municipal de Planejamento de São Paulo (1989-1992), secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades (2003-2007) e consultora de cidades brasileiras e latino-americanas.
Também é autora de diversos livros, como: “A cidade e a lei: legislação, política urbana e territórios na cidade de São Paulo”, “Guerra dos lugares: a colonização da terra e da moradia na era das finanças”, “Folha Explica: São Paulo” e a sua edição ampliada “São Paulo, o planejamento da desigualdade”.

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Minha respeitosa crítica à Profa Rolnik é a mesma que dirijo a outros urbanistas — de esquerda e de direita — é supor que coeficiente de aproveitamento é automaticamente transformado em renda da terra, só porque o desenhista colocou lá. Também não entendo essa má vontade com os instrumentos de gestão de valorização da terra. Uma coisa é garantir o financiamento, outra coisa é como você vai gastar. A valorização da terra pode acontecer devido a vários processos que ocorrem em diferentes escalas temporais e espaciais. Outra coisa que parece escapar do raciocínio dela é que a “cidade informal” é justamente uma resistência à dissipação da renda da terra.