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Para conversar sobre a Tarifa Zero e suas implicações, recebemos o engenheiro e especialista em transportes, Luis Afonso Senna.
Luis Afonso Senna
Nascido em Porto Alegre, Senna é formado em Eng. Civil pela UFRGS, é mestre em transportes pela COPPE da UFRJ, PHD em transportes pela universidade de Leeds, na Inglaterra e pós-doutor pela universidade de Oxford.
Em uma carreira extensa na área de transportes, foi professor de Engenharia da UFRGS, consultor do Banco Mundial, diretor da ANTT, secretário de mobilidade urbana de Porto Alegre e presidente da EPTC, empresa pública de transporte e circulação de Porto Alegre.
Possui inúmeros artigos em conferências, congressos, jornais e revistas científicas em nível nacional e internacional. Atualmente trabalha como consultor de empresas privadas e de instituições públicas nas três esferas de governo no Brasil e exterior.
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Geralmente o turismo é o subproduto de cidades bem-sucedidas que já geram valor real para seus próprios moradores. Algumas cidades turísticas podem ter um problema de dependência desse setor, mas a quantidade de visitantes não é necessariamente ruim.
Paris está vivendo uma grande transformação na mobilidade ativa e nos espaços públicos. Porém, isso não significa que o famoso conceito da "cidade de 15 minutos" foi implementado em toda a sua essência.
Com uma ocupação urbana dispersa, priorizando carros e empurrando moradores para longe do centro, a capital planejada tem erros que custam caro para todos.
Uma equipe de pesquisadores identificou oito cidades “fora do radar” que estão liderando uma transformação local na mobilidade ativa — e uma lista de estratégias que outras comunidades podem e devem copiar.
Propostas inspiradas na Times Square, tentando usar a publicidade como uma forma de revitalizar áreas centrais, estão se proliferando nas cidades brasileiras. Mas há uma interpretação equivocada do motivo do sucesso da Times Square nova-iorquina.
Ao longo dos últimos 100 anos, o espaço urbano moldou-se para os carros em detrimento das pessoas. A Teoria Geral da Caminhabilidade, de Jeff Speck, ajuda a enxergar por que caminhar é, muitas vezes, um ato de resistência — e como isso pode ser revertido.
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